Prevenção do Câncer

Câncer de Mama

O câncer da mama é provavelmente a doença maligna mais temida pelas mulheres, não só devido à sua incidência e mortalidade, mas sobretudo pelos efeitos psicológicos que afetam a percepção de sexualidade e a própria imagem pessoal das pacientes. Relativamente raro em mulheres com menos de 35 anos de idade, apresenta aumento rápido e progressivo de sua incidência com o aumento da faixa etária.

No Brasil o câncer da mama, estatisticamente, mostra-se como a principal causa de morte por câncer na população feminina, aproximadamente 40.000/ano novos casos 10.000/ano óbitos decorrentes desta doença.

Sintomas

A sintomatologia do câncer de mama já localmente detectável ao exame físico inclui o aparecimento de nódulo ou caroço no seio, com ou sem irritação e dor local, retração ou espessamento da pele e do mamilo e sangramento pelo bico do seio.

Diagnóstico precoce

Quando diagnosticado precocemente, além da cura, permite a utilização de tratamentos conservadores com reduzido impacto estético na mama afetada.

As formas mais eficazes para a detecção precoce do câncer da mama incluem exames clínicos e mamográficos periódicos e o auto exame das mamas.

O exame clínico deve ser realizado por um médico treinado que realiza uma avaliação anual sistematizada das mamas, através da palpação.

A mamografia é o exame radiológico de maior importância na detecção precoce, ainda que, aproximadamente, 10 % dos casos detectáveis ao exame clínico possam não ser visualizados. É o único método capaz de identificar as microcalcificações do parênquima mamário, o primeiro indício do aparecimento da doença.

A regularidade na realização do exame mamográfico permite encontrar os tumores em estágios iniciais, e segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde, deve ser realizado um exame básico de referência por volta dos 35 anos de idade, um exame bianual para mulheres com faixa etária entre 40 e 45 anos e um exame anual para mulheres com idade acima dos 45 anos de idade. O exame ultrassonográfico das mamas também tem se mostrado como um importante método auxiliar na identificação dos tumores, em especial nas pacientes jovens e naquelas onde a grande quantidade de glândulas mamárias dificultam a avaliação pelo exame mamográfico.

O auto exame das mamas é um procedimento simples para examinar as próprias mamas em busca de caroços ou nódulos, deformações no formato e alterações no aspecto da pele e também dos mamilos. Mesmo sabendo que a maioria dos nódulos descobertos são de natureza benigna todos necessitam de avaliação médica. Deve ser realizado uma vez por mês sendo que a melhor época para a realização é uma semana após a menstruação, e para as mulheres que não mais menstruam pode ser realizado em um mesmo dia do mês de livre escolha.

As etapas simples
do auto exame das mamas.


1. Na frente do espelho

  • Fique de frente para o espelho com os braços ao longo do corpo. Olhe para as suas mamas e procure por caroços, depressões, formas anormais ou quaisquer outras alterações de aparência;
  • Repita os procedimentos com os braços elevados acima da cabeça, e também com as mãos nos quadris, com seus músculos peitorais esticados;
  • Finalmente, incline-se e observe mais uma vez se há alterações nas sua mamas.

2. Deitada

  • Deite-se de barriga para cima, em uma posição confortável e coloque um travesseiro em baixo do seu ombro esquerdo;
  • Examine toda a sua mama esquerda com sua mão direita, usando um dos movimentos mostrados a seguir;
  • Mantenha os dedos esticados em cima do seu seio e pressione firmemente de modo delicado, médio e forte;

3. No chuveiro

  • Examine sua mamas quando estiver no banho, verifique se há caroços ou endurecimento nas suas mamas e axilas, deslizando suas mãos sobre a pele molhada. Usar o mesmo procedimento mostrado na etapa 2;
  • Nota: Se observar qualquer secreção saindo do bico da mama durante esses procedimentos, ou em qualquer outra ocasião, avise o seu médico.

Câncer de Colo Uterino

A prevenção do câncer de colo uterino deve ser realizada através dos exames de colposcopia e papanicolaou rotineiramente, uma vez ao ano, a partir do início da atividade sexual. A segurança é de praticamente 100% quando realizados esses dois exames em conjunto.

Um dos principais objetivos do exame de colposcopia é da detecção inicial da infecção por H.P.V., para que a paciente seja tratada, impedindo assim o desenvolvimento, com o passar do tempo, do câncer de colo uterino.

Diagnóstico do Papiloma Vírus Humano (HPV)

  • O HPV quando atinge o colo uterino pode provocar alterações, que se não forem diagnosticadas e tratadas podem, com o tempo (em torno de 5 anos), causar câncer de colo uterino.
  • Algumas lesões, como as verrugas externas podem ser visualizadas a olho nú, porém na maioria das vezes as lesões são pequenas e são detectadas através do exame de colposcopia, onde o médico utiliza um aparelho (colposcópio) que aumenta a imagem, podendo assim identificar as lesões e realizar biópsia (retirado de um fragmento pequeno) para fazer o diagnóstico anátomo patológico (através do microscópio). O parceiro sexual também deve ser investigado através do exame de peniscopia.
  • É um exame mais específico onde podemos detectar a presença ou não do vírus, e sabermos que tipo de vírus está presente: o HPV oncogênico (que pode causar o câncer) ou o HPV não oncogênico (que não tem potencial maligno). Esse exame é colhido através de uma escovinha que passamos no local de lesão e colocamos em uma solução para ser analizada no laboratório.
  • O tratamento do HPV, por se tratar de um vírus não é tão simples, como tomar um remédio para matar fungos (como por ex. na candidíase). O que fazemos é destruir todas as lesões causadas pelos vírus, e isso pode ser feito através da destruição química (agentes químicos), ou através da destruição física (eletrocauterização). O importante é que o tratamento seja feito sobre visão colposcópica para que sejam destruídas todas as lesões, com margem de segurança.
  • Após o tratamento nós consideramos que a paciente está curada, se não apresentar lesão. Por isso devemos fazer um seguimento rigoroso através da colposcopia e papanicolaou a cada 3 meses, inicialmente, e depois a cada 6 meses. E quando necessário complementar a investigação com captura híbrida, lembrando que o mais importante é saber se as lesões (identificadas através da colposcopia) não voltaram.
  • A principal medida para prevenir a infecção por HPV é a utilização do preservativo durante a relação sexual. Outras medidas que fortalecem a imunidade, como não fumar, providências anti-stress e boa alimentação também são importantes e, logicamente, realizar os exames preventivos (colposcopia e papanicolaou) anualmente.
  • Já está disponível a vacina quadrivalente para a prevenção dos seguintes tipos de HPV: 6, 11, 16 e 18. Estudos demonstram alta eficácia na proteção da infecção por esses tipos virais descritos. A vacina bivalente protege para os tipos 16 e 18.

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